Não bato na madeira
Já sou um tronco morto
Hoje só bato na pedra
Pra ver se fico torto
E bato a pedra na a água
Pra ver se a água fura
E jogo a água no fogo
Pra ver quem é que dura
Não bato nem que ela queira
Nem com madeira.... Nem morto!
Parecia que era feira
Tantas rameiras no porto
E amei com tanta mágoa
Que d’água o peito fura
Chorei, até joguei praga
Fiz bem mais de mil juras
Quem é que não almeja
Pro mal do amor, uma cura?
Nem médico, nem igreja
Talvez a sepultura
Quem vai vencer a peleja?
Quem crer a essa altura?
Para que a regra não exceda
A gente pega e fura.
(Yussef Kalume)

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